“Está morta”: Mulher é coberta com manta térmica, mas acorda ao ser reanimada por outra equipe

Equipe do Samu chegou a constatar morte da mulher, que depois foi reanimada por socorristas da concessionária que administra a SP-294
Imagem: Reprodução/Conecta Bauru

Uma mulher declarada morta acorda após reanimação em rodovia de Bauru. Fernanda Policarpo, de 29 anos, foi atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros e teve o corpo coberto com manta térmica pela primeira equipe de resgate. Minutos depois, socorristas de outra equipe detectaram que ela ainda estava viva.

Declarada morta por engano

O atropelamento aconteceu na última segunda-feira, na altura do km 351 da SP-294. Fernanda atravessava a rodovia quando um Chevrolet Tracker a atingiu violentamente. A primeira equipe do Samu chegou ao local, constatou o óbito e cobriu o corpo da vítima.

A rodovia ficou completamente interditada por 30 minutos. O caso parecia encerrado com mais uma fatalidade no trânsito paulista.

“Ela está viva!”

A reviravolta aconteceu quando socorristas da concessionária Eixo SP chegaram à cena do acidente. Para surpresa de todos, a equipe detectou sinais vitais em Fernanda. A mulher declarada morta acorda após reanimação feita pelos novos socorristas.

Os profissionais agiram rapidamente. Fizeram tentativas de intubação e a encaminharam às pressas para o Pronto-socorro Central de Bauru. De lá, Fernanda foi levada para o Hospital de Base.

Hoje, ela está internada em leito de enfermaria clínica. O quadro da paciente é estável, segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo. A mulher que deveria estar no IML está viva e se recuperando.

Erro grave em investigação

A Secretaria de Saúde de Bauru abriu apuração sobre a conduta da equipe do Samu que declarou a morte prematuramente. “Caso seja constatada qualquer irregularidade, serão adotadas as devidas providências conforme os protocolos e normas vigentes”, informou a pasta em nota.

O caso levanta questões sobre os protocolos de constatação de óbito em situações de emergência. Como uma equipe médica pode declarar alguém morto quando a pessoa ainda apresenta sinais vitais?

Motorista não estava embriagado

A Polícia Civil investiga o atropelamento como lesão corporal culposa na direção de veículo. O motorista do SUV parou no local e prestou socorro. Ele foi ouvido na Central de Polícia Judiciária de Bauru e submetido ao teste do etilômetro. O exame não constatou embriaguez.

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